{"id":21548,"date":"2022-12-10T01:03:19","date_gmt":"2022-12-10T04:03:19","guid":{"rendered":"https:\/\/contabilidadecaxias.com.br\/index.php\/2022\/12\/10\/aniversario-de-88-anos-de-londrina-um-album-para-colecionar\/"},"modified":"2022-12-10T01:03:19","modified_gmt":"2022-12-10T04:03:19","slug":"aniversario-de-88-anos-de-londrina-um-album-para-colecionar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contabilidadecaxias.com.br\/index.php\/2022\/12\/10\/aniversario-de-88-anos-de-londrina-um-album-para-colecionar\/","title":{"rendered":"Anivers\u00e1rio de 88 anos de Londrina &#8211; um \u00e1lbum para colecionar"},"content":{"rendered":"\n<p>| \u00a0Foto: Patricia Maria Alves &#8211; Editora<\/p>\n<p>\u00a0 ***UMA OCTOGEN\u00c1RIA SEMPRE PRONTA PARA SE TRANSFORMAR   \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Viver 88 anos e ser ainda uma menina. Londrina nunca ficar\u00e1 velha. \u00c9 incr\u00edvel como aquela vasta \u00e1rea de terra roxa praticamente inexplorada, no Norte do Paran\u00e1, encantou Lord Lovat e os outros membros da Miss\u00e3o Montagu, a ponto da empresa que eles representavam, a inglesa Companhia de Terras Norte do Paran\u00e1, decidisse apostar em lan\u00e7ar um projeto imobili\u00e1rio que deu vida \u00e0 Londrina.\u00a0<\/p>\n<p>A jovem de 88 anos guarda muitas hist\u00f3rias e nada melhor que as pessoas que a conhecem bem as conte. Nesta edi\u00e7\u00e3o especial de anivers\u00e1rio, a Folha de Londrina se inspirou na febre do \u00e1lbum de figurinhas da Copa do Mundo para trazer esses relatos, expostos em forma de um \u00e1lbum.\u00a0<\/p>\n<p>  \u00a0   Assim como na Copa, a FOLHA escalou um time de peso para contar essas hist\u00f3rias. S\u00e3o pessoas de idades e profiss\u00f5es diferentes, mas com um olhar de amor, admira\u00e7\u00e3o e gratid\u00e3o pela cidade onde vivem.\u00a0<\/p>\n<p>Contam os historiadores que o h\u00e1bito de colecionar \u00e1lbuns de figurinhas nasceu na virada\u00a0<\/p>\n<p>Da mesma forma como colecionar figurinhas \u00e9 uma paix\u00e3o, esta edi\u00e7\u00e3o de anivers\u00e1rio de Londrina preparada pela FOLHA \u00e9 para colecionadores.\u00a0<\/p>\n<p>Contam os historiadores que o h\u00e1bito de colecionar \u00e1lbuns de figurinhas nasceu na virada do s\u00e9culo 19 para o s\u00e9culo 20, uma \u00e9poca marcada pelo desenvolvimento de novas tecnologias de impress\u00e3o de imagens visuais em larga escala.\u00a0<\/p>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>De repente, de v\u00e1rias partes do mundo, as pessoas come\u00e7aram a conhecer lugares e personagens que se abriam como cen\u00e1rios fascinantes, mas como figurinhas.\u00a0<\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o da FOLHA em homenagem aos 88 anos de Londrina tamb\u00e9m \u00e9 para colecionadores. E ela abre janelas para conhecer (ou reconhecer) algumas figurinhas que voc\u00ea certamente identifica.<\/p>\n<p>Que tal uma &#8220;corrida&#8221; pela cidade com o empres\u00e1rio de 89 anos que n\u00e3o abre m\u00e3o desse esporte pelas ruas da \u00e1rea central? Saber como foi a inf\u00e2ncia do prefeito em tradicional bairro da zona oeste ou enxergar a &#8220;cidade dos festivais&#8221; pelo olhar de uma artista?\u00a0<\/p>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Vamos chegar na Venda dos Pretos, estabelecimento que passa de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas? Voc\u00ea passou recentemente pelo Museu Hist\u00f3rico Pe. Carlos Weiss, certamente &#8220;figurinha ouro&#8221; deste \u00e1lbum de Londrina?\u00a0<\/p>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que a FOLHA convida seus leitores a conhecerem esses espa\u00e7os diversificados do munic\u00edpio, o jornal deseja um grande anivers\u00e1rio a Londrina, uma jovem cidade de quase 90 anos, sempre pronta para renascer e com pressa de se reinventar e transformar-se todo o dia em um lugar melhor para viver. (Folha de Londrina)<\/p>\n<p>PATRIM\u00d4NIO DE LONDRINA   <\/p>\n<p>Venda dos Pretos guarda d\u00e9cadas de mem\u00f3ria\u00a0<\/p>\n<p>Com um sorriso no rosto, uma mem\u00f3ria de dar inveja e a hist\u00f3ria na ponta da l\u00edngua, Edit Maria Neves carrega a ess\u00eancia da Venda dos Pretos. Aos 88 anos, \u00e9 baiana de nascimento e londrinense de corpo e alma. Dona Edit veio com a fam\u00edlia para Londrina na d\u00e9cada de 1960 e nunca mais quis sair. \u201cL\u00e1 a vida era muito sofrida, era dif\u00edcil pra comida, pra \u00e1gua. Hoje dizem que melhorou, mas eu n\u00e3o acredito\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>De mala e cuia, Edit, a irm\u00e3 e a m\u00e3e vieram em um caminh\u00e3o com carga de coco, uma viagem que durou seis dias e proporcionou o reencontro com os irm\u00e3os que j\u00e1 trabalhavam aqui. \u201cNa \u00e9poca, Londrina s\u00f3 tinha umas casinhas, n\u00e3o era o que \u00e9 hoje\u201d. O combinado com o motorista era deix\u00e1-las na Venda do Alto, na Ch\u00e1cara S\u00e3o Jos\u00e9. Era o ponto de refer\u00eancia para o \u2018S\u00edtio do Japon\u00eas\u2019, na Zona Sul da cidade. Quando chegou, a Rodovia Mabio Gon\u00e7alves Palhano ainda era estrada de ch\u00e3o.<\/p>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Nos primeiros anos, Edit viveu no Patrim\u00f4nio Regina. Depois de casada, passou um bom tempo no S\u00edtio do Japon\u00eas e teve dois dos cinco filhos na casa. O sogro, tamb\u00e9m baiano, decidiu que queria voltar para a \u201cterrinha\u201d. Os filhos n\u00e3o queriam voltar, assim como ele n\u00e3o queria deixar ningu\u00e9m para tr\u00e1s. Para evitar que as lembran\u00e7as da vida dif\u00edcil de anos atr\u00e1s voltassem a ser uma realidade, o marido e os cunhados negociaram a Venda do Alto com o \u201cItaliano\u201d que tocava o lugar. O acordo foi feito e ningu\u00e9m foi embora.\u00a0<\/p>\n<p>Edit relembra que a venda ficava mais na beirada da rua, mais para frente do que \u00e9 hoje. J\u00e1 a casa era grande, s\u00f3 de quarto eram quatro c\u00f4modos. Hoje, moram sete fam\u00edlias no pedacinho de terra atr\u00e1s da venda, que compartilham o sobrenome Neves e o \u2018p\u00e9-vermelho\u2019. Assim, a venda deixou o \u2018do Alto\u2019 de lado e ficou conhecida como Venda dos Pretos.<\/p>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, a venda era um mercado de \u2018secos &amp; molhados\u2019. \u201cVendia de tudo, por isso chamavam assim\u201d. Agora, a pinga e a cerveja s\u00e3o o carro-chefe, assim como a tuba\u00edna e os doces, como canudo de doce de leite, suspiro e pa\u00e7oca &#8211; tanto da caseira quanto daquela que vem embalada em um pacotinho amarelo. Mas o amendoim com peixe \u00e9 o aperitivo que mais sai. Os bancos de madeira amontoados em um canto aguardam a bagun\u00e7a boa dos pr\u00f3ximos fregueses. A mesa de sinuca, ao centro, nunca fica vazia.\u00a0<\/p>\n<p>Dos cinco filhos da dona Edit, um mora no c\u00e9u, dois no Jardim Catua\u00ed e um no Aquilles Sthengel, ambos na Zona Norte de Londrina; a ca\u00e7ula vive com ela, na casa atr\u00e1s da venda. J\u00e1 os netos, s\u00e3o nove. \u201cNo domingo, de quinze em quinze dias, todo mundo vem aqui e a casa fica lotada\u201d. Quando eles n\u00e3o v\u00eam, o telefone n\u00e3o para de tocar. \u201cUm telefona de manh\u00e3, outro meio-dia, depois outro de novo\u201d. Com um orgulho que n\u00e3o cabe no peito, conta do amor e cuidado que uma das netas tem com os animais. \u201cEu acho que ela vai ser veterin\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>A Venda dos Pretos \u00e9 feita de madeira, local simples que parece que se perdeu no tempo. Mas a TV transmitindo a Copa do Mundo de 2022 mostra que o tempo passou sim, eles \u00e9 que decidiram manter as ra\u00edzes. Na parede, os quadros destacam com orgulho diversas fotos dos visitantes. E ainda tem os recortes de jornal, que j\u00e1 contaram um pouco da hist\u00f3ria daquela venda. Outro quadro, esse d\u00e1 o t\u00edtulo de patrim\u00f4nio p\u00fablico de Londrina \u00e0 Venda dos Pretos, uma honraria oferecida pela C\u00e2mara dos Vereadores. Um reconhecimento aos Neves que escolheram ser londrinenses.\u00a0<\/p>\n<p>Dona Edit se considera sortuda, j\u00e1 que tem a fam\u00edlia por perto e um amigo em qualquer canto da cidade que ela resolva ir. A honestidade, o car\u00e1ter e a \u2018palavra dada\u2019 s\u00e3o valores que aprendeu com o pai e passou para os filhos e netos. \u201cN\u00f3s somos muito amigos do povo, todo mundo se conhece\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Londrinense com orgulho, ama a terra que chama de lar. Ter \u00e1gua na torneira e no chuveiro e comida em abund\u00e2ncia coloca um sorriso no rosto e a faz viver \u00e0 vontade. \u201cLugar igual Londrina eu acho que n\u00e3o tem n\u00e3o, pode querer imitar s\u00f3\u201d.<\/p>\n<p>O caf\u00e9 com leite que toma todas as manh\u00e3s sob os olhos atentos dos gatos que cuida e a certeza de que a Venda dos Pretos n\u00e3o pode acabar, j\u00e1 que ela sabe que o lugar que ajudou a fundar n\u00e3o pode ser esquecido com o tempo &#8211; e nem pelo tempo. A sobrinha, Maria de F\u00e1tima, toca o local hoje, que j\u00e1 n\u00e3o tem o mesmo movimento de antes, mas ainda \u00e9 lar de fregueses fi\u00e9is.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Dona Edit j\u00e1 trabalhou muito, dentro e fora de casa. A dor no joelho faz com que ela se lembre dos tempos sofridos na ro\u00e7a, de trabalho \u00e1rduo. Mas a apar\u00eancia jovial e o sorriso f\u00e1cil n\u00e3o a deixam esquecer do presente. \u201cEu sou feliz. O que mais eu vou querer?\u201d.\u00a0(J\u00e9ssica Sabbadini\/Especial para a FOLHA)<\/p>\n<p>UM ESPA\u00c7O DEMOCR\u00c1TICO   \u00a0<\/p>\n<p>A Venda dos Preto, no singular, como muita gente fala, \u00e9 um estabelecimento hist\u00f3rico, assentado h\u00e1 sete d\u00e9cadas no Patrim\u00f4nio Esp\u00edrito Santo, zona Sul de Londrina. Tramelas ainda abrem e fecham janelas da venda, erguida com madeira de peroba. Baiano de Paramirim, Jo\u00e3o Marques Neves adquiriu o local, misto de mercearia e bar, na d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Ap\u00f3s sua morte, a Venda dos Preto foi administrada pela filha, Izolina Maria de Jesus. Quem toca o com\u00e9rcio, atualmente, \u00e9 a filha F\u00e1tima, conhecida como \u201cFia\u201d. De um pouco se vende tudo: doces, salgados, bebidas alco\u00f3licas, refrigerantes, entre outros produtos\u00a0<\/p>\n<p>Correspond\u00eancias, retiradas da caixa postal dos Correios, s\u00e3o levadas para o estabelecimento. A freguesia \u00e9 composta por pessoas de todas as condi\u00e7\u00f5es financeiras. A Venda dos Preto \u00e9, sobretudo, um espa\u00e7o democr\u00e1tico.\u00a0(Antonio Mariano Junior\/ Especial para a FOLHA)<\/p>\n<p>HEIMTAL, O `SOTAQUE\u00b4ALEM\u00c3O DE LONDRINA\u00a0   <\/p>\n<p>Na d\u00favida, d\u00e1 uma \u201cgoogleada\u201d! Heimtal, nome do bairro localizado na zona Norte de Londrina, seria homenagem a uma aldeia russa. H\u00e1 quem afirme que a origem da palavra \u00e9 alem\u00e3. Ao menos, em Londrina, a pron\u00fancia do ex-patrim\u00f4nio \u00e9 a seguinte: \u201cReimital\u201d. E boa!<\/p>\n<p>O Heimtal foi fundado pelo alem\u00e3o Jo\u00e3o Carlos Strass, em 1929. Nasceu col\u00f4nia, tornou-se patrim\u00f4nio. Agora, \u00e9 bairro porque Londrina espichou-se por aquelas bandas. \u00c9 considerado o primeiro n\u00facleo rural da cidade.<\/p>\n<p>Bairro habitado por 673 habitantes, de acordo com dados do IBGE, de 2010. Constru\u00edda em madeira, a agora Escola Municipal Rural Jos\u00e9 de Anchieta, inicialmente ensinava portugu\u00eas \u00e0s crian\u00e7as alem\u00e3s. A Capela S\u00e3o Miguel Arcanjo&#8230; linda! Patrim\u00f4nios erguidos nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940. Em tradu\u00e7\u00e3o livre, Heimtal significa \u201cVale da Vida\u201d.\u00a0(Antonio Mariano Junior\/ Especial para a FOLHA)<\/p>\n<p>MEM\u00d3RIAS DO PREFEITO, A FELIZ INF\u00c2NCIA NO SHANGRI-L\u00c1 B\u00a0   <\/p>\n<div>\n<div>Ao passar pela porta que liga a recep\u00e7\u00e3o ao gabinete da prefeitura de Londrina, Marcelo Belinati chega cumprimentando a todos com um sorriso tranquilo. A hora do almo\u00e7o j\u00e1 estava terminando quando ele aceitou o segundo cafezinho. Mas o est\u00f4mago pedia por um arroz e feij\u00e3o.\u00a0<\/div>\n<div>Aos 51 anos, \u00e9 um livro aberto ao contar um pouco da hist\u00f3ria da fam\u00edlia. Sua m\u00e3e, professora aposentada, foi uma guerreira, como ele gosta de dizer. Do pai, n\u00e3o tem muitas lembran\u00e7as. O portugu\u00eas de nascen\u00e7a morreu aos 28 anos em um acidente de carro. Na \u00e9poca, Marcelo tinha apenas oito meses de idade; hoje, cultiva a saudade.\u00a0<\/div>\n<div>A m\u00e3e trabalhou muito para colocar comida na mesa e dar uma inf\u00e2ncia tranquila para ele e o irm\u00e3o. As mem\u00f3rias no Jardim Shangri-l\u00e1 B s\u00e3o felizes e v\u00e3o segui-lo por qualquer caminho que ele resolva tomar. A Rua Dion\u00edsio Kloster Sampaio foi seu lar por 29 anos. \u201cS\u00f3 sa\u00ed de l\u00e1 aos 34 anos, que foi quando casei\u201d. A casa e os vizinhos, diz ele, ainda visita hora ou outra.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Sentado no sof\u00e1 do seu gabinete, ele parece relembrar das ruas do pequeno bairro, que fica entre o Jardim do Sol e a BR-369. Conta sobre as partidas de \u2018bets\u2019 e dos jogos pelo time do Burac\u00e3o, l\u00e1 no Centro Social Urbano. Das mem\u00f3rias que fazem os olhos brilharem, cita o cachorro-quente que comia todo o fim de ano, quando o clima natalino tomava conta do Cal\u00e7ad\u00e3o de Londrina e o com\u00e9rcio funcionava at\u00e9 tarde da noite. \u201cEu tenho muitas mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia\u201d.<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>Foi atrav\u00e9s dos tios que tomou gosto pela medicina; o gosto por gente j\u00e1 vem de muito antes, desde o ber\u00e7o. Aos 18 anos, era calouro de medicina na UEL (Universidade Estadual de Londrina). Incont\u00e1veis vezes atravessou o Cal\u00e7ad\u00e3o da UEL de ponta a ponta para ir ao Centro de Ci\u00eancias Humanas. Os lanches na cantina e as passadinhas na biblioteca. \u201cA UEL \u00e9 minha casa e \u00e9 um dos patrim\u00f4nios dessa cidade\u201d. E claro, as festas, que vendiam cerveja barata e davam espa\u00e7o para a m\u00fasica local.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>O 305, 307 e 315 eram seu transporte, j\u00e1 que a fam\u00edlia n\u00e3o tinha carro na \u00e9poca. \u201cVoc\u00eas que s\u00e3o novos nem sabem o que \u00e9 uma cartela de passes. Tinha roxa, verde, rosa\u201d. Passava mais tempo na universidade e no HU (Hospital Universit\u00e1rio) do que na pr\u00f3pria casa.\u00a0<\/div>\n<div>E ent\u00e3o se aventurou no direito. Mas a\u00ed, conta ele, a realidade era diferente. Aos 33 anos, decidiu que queria ter conhecimento jur\u00eddico para entrar na vida p\u00fablica. Concluiu o curso enquanto j\u00e1 era vereador. E ent\u00e3o n\u00e3o parou mais: veio o segundo mandato; foi eleito deputado federal; prefeito de Londrina, depois reeleito com quase 70% dos votos no primeiro turno.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>No gabinete est\u00e1 a edi\u00e7\u00e3o da Folha de Londrina que fala da sua conquista. Ela fica emoldurada e aos olhos de quem quiser ver. Um retrato com a foto da fam\u00edlia tamb\u00e9m \u00e9 destaque. \u00c9 em Londrina que deseja que os filhos cres\u00e7am.\u00a0<\/div>\n<div>Marcelo Belinati n\u00e3o segue uma receita. Tamb\u00e9m n\u00e3o tem uma f\u00f3rmula m\u00e1gica. Mas garante que n\u00e3o h\u00e1 cidade no Brasil igual a Londrina. Para ele, a pol\u00edtica \u00e9 uma maneira de transformar a vida das pessoas para melhor, seja fazendo a cobertura de um ponto de \u00f4nibus ou asfaltando uma rua. \u201c\u00c9 isso que marca a mem\u00f3ria das pessoas\u201d.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Com um sorriso orgulhoso, conta da regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria do Jardim Rosa Branca, bairro pr\u00f3ximo \u00e0 Rodovi\u00e1ria que quase ningu\u00e9m conhece. \u201cUma senhora me agradeceu porque ela ia poder comprar no credi\u00e1rio, j\u00e1 que agora tinha endere\u00e7o\u201d.<\/div>\n<div>Como prefeito, quer fazer com que o londrinense sinta cada vez mais orgulho em dizer que \u00e9 londrinense. \u201cLondrina \u00e9 o meu lar. \u00c9 onde eu me sinto acolhido, protegido\u201d.\u00a0<\/div>\n<div>Do menino que andava de bicicleta por Londrina e agora conhece cada palmo dessa cidade, o desejo \u00e9 de um futuro com mais mudan\u00e7as, com mais melhorias, com mais obras. \u201cPorque \u00e9 isso que marca e transforma a vida das pessoas\u201d.\u00a0(J\u00e9ssica Sabbadini\/Especial para a FOLHA)<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>`QUE OUTRA CIDADE TEM ESSE TANTO DE FESTIVAL?\u00b4<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Com a felicidade e o nervosismo de uma estreante, Jackeline Seglin entra no Cine Teatro Ouro Verde. Olhando do palco, ela imagina os bancos da plateia repletos de espectadores atentos. Amantes da cultura, do teatro \u00e0 m\u00fasica.\u00a0<\/div>\n<div>Jackeline nasceu em Itapeva, cidade no interior de S\u00e3o Paulo, e veio para Londrina em 1989 \u201cpara nunca mais sair\u201d. A beleza do c\u00e9u de Londrina, diz ela, n\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o. \u201cA luz que essa cidade exala n\u00e3o tem igual\u201d. A ansiedade para saber o resultado do vestibular para jornalismo a fez ficar grudada no telefone, esperando a liga\u00e7\u00e3o dos amigos que j\u00e1 moravam aqui.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o, arrumou as malas e se aventurou na cidade que, para ela, transmite luz. Relembra da primeira casa, na Rua Par\u00e1, e dos v\u00e1rios pensionatos na ruas Goi\u00e1s e Sergipe. \u201cEu vim para c\u00e1 porque amei a cidade e a cultura me pegou de jeito\u201d.\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>A universidade, que parecia uma cidade dentro da cidade, a encantou. No segundo ano de Londrina e de curso, entrou em um grupo de teatro, o Boca de Baco, que ainda performa nos palcos da cidade.\u00a0<\/div>\n<div>No grupo, conheceu o amor: o amor cada vez maior pela cultura e o amor da sua vida e parceiro de jornada. Jackeline e Luciano Bitencourt est\u00e3o juntos h\u00e1 mais de 30 anos, assim como o grupo.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Expansiva nos gestos, talvez uma influ\u00eancia do teatro, relembra que o gosto pela cultura come\u00e7ou no ensino, mas s\u00f3 encontrou espa\u00e7o para se desenvolver em Londrina. \u201cNa faculdade, a gente apresentava os semin\u00e1rios em forma de teatro\u201d.<\/div>\n<div>Mas o sorriso fica maior ao falar do Festival Internacional de Londrina, o Filo. Em seu primeiro, em 1990, assistiu quase todos os espet\u00e1culos.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>As mem\u00f3rias, no Ouro Verde, v\u00eam desde aquela \u00e9poca. \u201cAqui foi a minha primeira casa de espet\u00e1culos\u201d. Depois de provar o gostinho do Filo, nunca mais quis largar.<\/div>\n<div>Das mem\u00f3rias na UEL, lembra dos amigos e das conversas. De ir \u00e0 Lido, uma livraria de rua que ficava na Piau\u00ed. Do Bar do Jota, na Rua Jo\u00e3o C\u00e2ndido; do Bar Valentino, quando ainda estava localizado no final da avenida Bandeirantes; ou do Bar da Gabi, na Rua Pernambuco, onde os amigos faziam bicos para pagar as cervejas.<\/div>\n<div>Ter experimentado o melhor que a cultura de Londrina tem a oferecer direcionou a sua vida. Ao concluir o curso, entrou para a Folha de Londrina para trabalhar na editoria de cultura. A Folha foi sua casa por 12 anos.\u00a0 \u201cEu entrei no jornalismo porque eu gostava de escrever e sempre consegui fazer com que ele caminhasse junto \u00e0 cultura\u201d.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Mas o convite mais especial veio quando foi chamada para integrar a equipe do Filo. Talvez fossem os sonhos tomando forma no plano tang\u00edvel. Hoje, \u00e9 coordenadora de comunica\u00e7\u00e3o do Filo e ainda n\u00e3o perde os espet\u00e1culos. Talvez julho seja seu m\u00eas preferido. Os momentos mais lindos viveu nos palcos &#8211; e nas plateias &#8211; de Londrina. \u201cQue outra cidade tem esse tanto de festival?\u201d.<\/div>\n<div>Com o Boca de Baco, a primeira apresenta\u00e7\u00e3o foi Amores de Moraes, no Teatro Zaqueu de Melo. De um grupo formado por banc\u00e1rios e um punhado de estudantes de comunica\u00e7\u00e3o, hoje engloba professores, jornalistas, ju\u00edzes e designers. Gente de todo tipo e de toda \u00e1rea. \u201cCultura comunica, transforma e abre para o di\u00e1logo. Isso encanta\u201d.<\/div>\n<div>Estar \u2018Olhos nos Olhos\u2019 com a plateia depois da pandemia. \u201cS\u00e3o nossas hist\u00f3rias, mas que a plateia tamb\u00e9m compartilha\u201d. Jackeline abre o sorriso ao falar da expectativa de retomada da cultura. Os tempos dif\u00edceis v\u00e3o se tornando apenas sombras. \u201cLondrina \u00e9 uma cidade que gosta e consome cultura. Essa for\u00e7a vive aqui na cidade\u201d.\u00a0(J\u00e9ssica Sabbadini\/ Especial para a FOLHA )<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>NITIS JACON, SAGRADA!!<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Gra\u00e7as \u00e0 atua\u00e7\u00e3o dela, as artes c\u00eanicas de Londrina reverberam no mundo todo. Nitis Jacon desenhou-se nos palcos, em especial o do Teatro Ouro Verde. Criadora, moldou muitas criaturas com seu sopro art\u00edstico.\u00a0<\/div>\n<div>Fundou, nos anos de 1970, o grupo Proteu. Formatado dois anos antes, quando estudantes de Londrina organizavam a primeira edi\u00e7\u00e3o do Festival Universit\u00e1rio da cidade. Convite feito, aceitou. Nitis idealizou o Festival Internacional de Londrina, o FILO.<\/div>\n<div>A ditadura militar! Ela e o marido, Aberlado Ara\u00fajo se conheceram na faculdade de Medicina. O casal \u201ccomunista\u201d mudou-se para a Inglaterra. Por l\u00e1 ficou um ano e meio.\u00a0<\/div>\n<div>Quando ambos voltaram, Abelardo sentiu no corpo os horrores dos Anos de Chumbo. Ele mais ela, ap\u00f3s espantos e espasmos, fixaram resid\u00eancia em Arapongas, norte do Paran\u00e1.<\/div>\n<div>Al\u00e9m de artista, Nitis Jacon graduou-se como m\u00e9dica psiqui\u00e1trica. Abelardo Ara\u00fajo, cl\u00ednico geral, morreu em 2012. Aos 87 anos de idade, ela recolheu-se em sua casa.\u00a0<\/div>\n<div>Nitis Jacon \u00e9 sagrada. (Antonio Mariano Junior\/Especial para a FOLHA)<\/div>\n<div>TEATRO OURO VERDE: A CULTURA EXIGE RESPEITO<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>V\u00eddeos e textos nas redes sociais informavam: o Ouro Verde ardia em chamas. Naquela tarde do dia 12 de fevereiro de 2012, muitos e tantas choraram vendo a fuma\u00e7a escura e densa e perversa. Um curto-circuito incendiou o Teatro de Londrina.\u00a0\u00a0<\/div>\n<div>As obras de reconstru\u00e7\u00e3o do Ouro Verde se arrastaram por cinco anos. Em 30 de junho de 2017, o nosso Teatro, antigo Cineteatro, recebia novamente plateia e aplausos. O espa\u00e7o cultural completa 70 anos de exist\u00eancia, contabilizando o tempo de restaura\u00e7\u00e3o, no dia 25 de dezembro de 2012.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Projetado pelo arquiteto Jo\u00e3o Batista Vilanova Artigas, o Ouro Verde pertence \u00e0 Universidade Estadual de Londrina. Palco sagrado! Ocupado por artistas locais, nacionais e internacionais.\u00a0<\/div>\n<div>\u00c9 preciso pedir licen\u00e7a para entrar naquele territ\u00f3rio \u2013 a plateia, inclusive. A Cultura exige respeito! (Antonio Mariano Junior\/Especial para a FOLHA)<\/div>\n<p>NA TORCIDA PELO RENASCIMENTO DO MORING\u00c3O<\/p><\/div>\n<p>  \u00a0   \u00a0   <\/p>\n<div>\n<div>Se n\u00e3o houver novo adiamento, as obras de reforma do Gin\u00e1sio de Esportes Moring\u00e3o ser\u00e3o conclu\u00eddas em janeiro de 2023. Terceiro aditivo concedido pelo munic\u00edpio \u00e0 empresa respons\u00e1vel pela renova\u00e7\u00e3o do local, que leva, oficialmente, o nome do Professor Darcy Cortez. O gin\u00e1sio poliesportivo est\u00e1 fechado desde 2019.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>Em outubro deste ano, o Moring\u00e3o completou 50 anos de exist\u00eancia. O nome popular refere-se a um termo muito utilizado pelo ex-prefeito Dalton Paranagu\u00e1: \u201cmoringa fresca\u201d. O gin\u00e1sio foi constru\u00eddo em sua gest\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Al\u00e9m de eventos esportivos, a \u201cgrande moringa\u201d abrigou formaturas e shows com grandes nomes da MPB. Na torcida pelo renascimento do Moring\u00e3o. (Antonio Mariano Junior\/Especial para a FOLHA )<\/div>\n<\/div>\n<p>CENTRO HIST\u00d3RICO DE LONDRINA   \u00a0<\/p>\n<div>A F\u00c9 DA MADEIRA AO A\u00c7O\u00a0<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>No princ\u00edpio, a f\u00e9 cat\u00f3lica estalava na edifica\u00e7\u00e3o de madeira. Isso em 1929. Cinco anos, ap\u00f3s o povoamento da regi\u00e3o de Londrina, o bispado de Jacarezinho, fundou a Par\u00f3quia de Londrina. A primeira missa campal foi celebrada em 9 de mar\u00e7o, com um altar assentado sob uma capela de Palmito.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>Projetada pelo engenheiro Willie Davids, a amadeirada matriz de Londrina foi inaugurada em agosta de 1934, com as b\u00ean\u00e7\u00e3os do padre Erasmo Raabe, representante do Bispo de Jacarezinho<\/div>\n<div>Junho de 1968. As madeiras da Igreja Matriz foram substitu\u00eddas por pedras, cimento, a\u00e7o e alum\u00ednio. A Catedral de Londrina ganhou formato de chal\u00e9. Fieis fazem o sinal da cruz. Homens ainda tiram o chap\u00e9u ao passarem diante daquele templo.\u00a0<\/div>\n<div>Deus \u00e9 mais!<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u00a0A CONCHA AC\u00daSTICA ARMAZENA SONS<\/p>\n<div>\n<p>O ex-prefeito Ant\u00f4nio Fernandes Sobrinho, em visita a um munic\u00edpio do Esp\u00edrito Santos, gostou muito de um coreto \u201cdiferente\u201d. Solicitou que se erguesse algo similar \u00e0quele espa\u00e7o, em Londrina.<\/p>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Com tra\u00e7os arquitet\u00f4nicos modern\u00edssimos (ainda), a Concha Ac\u00fastica veio \u00e0 tona no dia 1\u00ba de maio de 1957. Desde ent\u00e3o, o espa\u00e7o abriga, principalmente, eventos art\u00edsticos.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>Acolhe tamb\u00e9m manifesta\u00e7\u00f5es em tempos de c\u00f3lera. As velas acesas, sobre as arquibancadas, para relembrar os mortos pela Covid-19, em 2021&#8230; perdemos tantos.<\/div>\n<div>A passagem de som de Itamar Assump\u00e7\u00e3o e Cida Moreira, entre tantos, numa tarde de sol. Show \u00e0 noite. Ovos chocados e atirados pelas janelas dos edif\u00edcios, que ladeiam a Concha Ac\u00fastica. Em artistas.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u00a0***<\/p>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>MEMORIAL DOS PIONEIROS, A NOSSA `ANCESTRALIDADE\u00b4<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Dezessete totens com obras do artista pl\u00e1stico Paulo Mentem e nomes de 3,5 mil pioneiros e pioneiras de Londrina. Encrustado sobre os paralelep\u00edpedos, no Centro Hist\u00f3rico de Londrina, o admir\u00e1vel Memorial dos Pioneiros.<\/div>\n<div>O descerramento dos totens foi no dia 1\u00ba de Maio de 2007. No embalo das comemora\u00e7\u00f5es dos 50 anos da Concha Ac\u00fastica. Uma festan\u00e7a, com a timbragem cabocla da cantora Inezita Barroso.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>Houve interven\u00e7\u00f5es alusivas ao ambiente de 1957: pipoqueiros, vendedores de algod\u00e3o doce, fot\u00f3grafos lambe-lambe e alunos da Escola Municipal de Teatro vestidos com trajes da \u00e9poca.<\/div>\n<div>Foi bonita a festa!<\/div>\n<div>ART D\u00c9CO CONTORNA A SEDE CENTRAL DOS CORREIOS\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<p>Imponente a ag\u00eancia central da Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos. Situada na converg\u00eancia da Avenida Rio de Janeiro com a Rua Maestro Eg\u00eddio Camargo do Amaral, \u00e1rea central de Londrina, o pr\u00e9dio foi inaugurado em julho de 1949.<\/p>\n<\/p>\n<div>Uma edifica\u00e7\u00e3o com mais de sete d\u00e9cadas. Erguida em estilo Art D\u00e9co, com projeto do engenheiro Julio Botto, o pr\u00e9dio cont\u00e9m elementos a serem destacados.<\/div>\n<div>Por exemplo: \u201ca marca\u00e7\u00e3o das entradas, os frisos superiores e verticais, al\u00e9m das molduras e esquadrias geometrizadas\u201d, palavras do historiador Ant\u00f4nio Castelnou.\u00a0<\/div>\n<div>Quem nunca lambeu um selo e colou no envelope, que explique tais observa\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<p><span>MUSEU PE. CARLOS WEISS E O TREM DA HIST\u00d3RIA<\/span>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<p>Suntuoso pela pr\u00f3pria natureza, o Museu Hist\u00f3rico de Londrina Pe. Carlos Weiss instalou-se h\u00e1 36 anos no pr\u00e9dio da antiga esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria. O trem de passageiros e de carga cumpriu sua sina, entre 1950 e 1982. Os trilhos, que apartavam a cidade ao meio, no sentido norte\/sul, foram arrancados.<\/p>\n<\/div>\n<p>  \u00a0 \u00a0 \u00a0     \u00a0<\/p>\n<p>Com tra\u00e7os arquitet\u00f4nicos de origem inglesa, a esta\u00e7\u00e3o de trem abriga o Museu Hist\u00f3rico. Que, at\u00e9 dezembro de 1986, desenvolvia suas atividades nos por\u00f5es do Col\u00e9gio Hugo Dimas O acervo \u00e9 composto por 1,3 milh\u00e3o de itens, entre imagens e som, peri\u00f3dicos e documentos e objetos em exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>Biblioteca Infantil cont\u00e9m 11 mil itens<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Denomina\u00e7\u00e3o oficial: Biblioteca Especializada Infantil. H\u00e1 quem se refira ao espa\u00e7o com o nome do escritor Monteiro Lobato. Em atividade desde 1984, a biblioteca, inicialmente, ocupava um pr\u00e9dio anexo ao da Biblioteca P\u00fablica Municipal.<\/div>\n<div>Com a restaura\u00e7\u00e3o da antiga Casa da Crian\u00e7a, em 2016, atual Secretaria Municipal de Londrina, a Biblioteca Infantil levou para o local um acervo de 11 mil itens. Os livros (did\u00e1ticos, enciclop\u00e9dias e at\u00e9 mesmo gibis) destinam-se \u00e0s crian\u00e7as e adolescentes.<\/div>\n<div>Al\u00e9m do acervo bibliogr\u00e1fico, a Biblioteca Especializada Infantil realiza regularmente atividades voltadas ao p\u00fablico infanto-juvenil.\u00a0<\/div>\n<div>LONDRINA \u00c9 LAR<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Os olhos atentos e as m\u00e3os \u00e1geis ajeitam os \u00faltimos detalhes da decora\u00e7\u00e3o de Natal. D\u00fazias de caixas embaladas em um bonito papel vermelho enfeitam uma das lojas mais antigas de Londrina: a M\u00f3veis Bras\u00edlia da Duque de Caxias, no centro da cidade. Aos 89 anos, Francisco Ontivero vai \u00e0 loja quase todos os dias. Seja para ver o movimento, para jogar conversa fora com funcion\u00e1rios e clientes ou para relembrar das ra\u00edzes.<\/div>\n<div>Seu Francisco nasceu em C\u00e2ndido Mota, no interior de S\u00e3o Paulo, mas nunca se considerou paulista. Os pais, s\u00f3 com o dinheiro da passagem, embarcaram rumo a Londrina em janeiro de 1934 com a promessa de terra barata e solo f\u00e9rtil. Francisco chegou com seis meses de vida acompanhado da m\u00e3e, av\u00f3 e irm\u00e3 na carroceria de uma caminhonete. O pai veio com a carro\u00e7a da fam\u00edlia, que era guiada pelo Perigoso e pelo Ga\u00facho.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Mas Londrina ainda n\u00e3o era Londrina. A cidade dava os primeiros passos para ser o que \u00e9 hoje. S\u00f3 ganhou status de cidade meses depois, em dezembro daquele ano. \u201cEu posso dizer que sou mais velho que Londrina\u201d. Dos nove irm\u00e3os do Seu Francisco, oito nasceram aqui.\u00a0<\/div>\n<div>O pai comprou um lote parcelado de cinco alqueires. Um cantinho para viver com a fam\u00edlia. O terreno acordado com a Companhia de Terras Norte do Paran\u00e1 ficava na zona leste de Londrina, onde hoje integra o Jardim Santos Dumont e o Boa Vista. Ali, plantaram caf\u00e9 e frutas dos mais variados tipos, que ajudaram a pagar aquele pedacinho de terra roxa.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Seu Francisco frequentou o Col\u00e9gio Estadual Hugo Simas, na Rua Pio XII, e um outro col\u00e9gio, que ficava onde hoje \u00e9 o Col\u00e9gio Estadual Marcelino Champagnat, na Rua S\u00e3o Salvador. Desse tempo, lembra do sapato e da roupa nova que ganhava quando ia desfilar no Dia da Independ\u00eancia. \u201cNo resto do ano a gente vivia descal\u00e7o\u201d.\u00a0<\/div>\n<div>At\u00e9 os 15 anos, trabalhou duro na ro\u00e7a; mas ent\u00e3o a fam\u00edlia vendeu o s\u00edtio e saltou para a \u2018cidade\u2019. A casa na Rua Brasil foi constru\u00edda com a peroba rosa que o pai cortou e trouxe do s\u00edtio. Seu primeiro emprego na cidade foi como office boy do Banco Comercial do Paran\u00e1, que ficava no Cal\u00e7ad\u00e3o. L\u00e1, conheceu \u00c1urea, sua primeira, \u00fanica e eterna namorada. Em 2018 ela faleceu, mas ainda vive nas lembran\u00e7as di\u00e1rias e nos pequenos detalhes da vida.<\/div>\n<div>Em 1963, montou uma loja de estofados com os irm\u00e3os: a Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria Model, na Rua Brasil; J\u00e1 em 1967, abriu a primeira loja do M\u00f3veis Bras\u00edlia, que fica no mesmo lugar at\u00e9 hoje, a Avenida Duque de Caxias. O menino que vendia frutas em um carrinho para ajudar a fam\u00edlia cresceu, tanto no tamanho quanto no trabalho. Hoje, s\u00e3o quase 700 funcion\u00e1rios.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\u201cAs lojas j\u00e1 funcionam h\u00e1 55 anos\u201d. Com orgulho, Seu Francisco \u00e9 londrinense p\u00e9-vermelho. N\u00e3o de nascen\u00e7a, mas de vida. O caminho at\u00e9 aqui foi de muito trabalho, de esfor\u00e7o e de escolhas. O caminho para o sucesso ele afirma n\u00e3o saber, mas garante que gerar empregos \u00e9 importante, assim como conquistar a confian\u00e7a da clientela. \u201cVendemos at\u00e9 hoje no carn\u00ea, ent\u00e3o vai passando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o esse costume\u201d. Em Londrina, a M\u00f3veis Bras\u00edlia foi uma das primeiras lojas a vender fog\u00e3o e ferro el\u00e9trico.<\/div>\n<div>Os ind\u00edcios de uma modernidade futura.\u00a0<\/div>\n<div>Quando voc\u00ea recebe algo, \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o retribuir. E Seu Francisco faz isso como ningu\u00e9m. J\u00e1 foi volunt\u00e1rio em albergue, presidente do Centro de Conviv\u00eancia Pestalozzi, no Jardim Perobal, e \u00e9 presidente h\u00e1 sete anos do Hospital do C\u00e2ncer de Londrina. \u201cMas de trabalho volunt\u00e1rio no HCL j\u00e1 s\u00e3o 21 anos\u201d. Ajudar o outro \u00e9 essencial, seja com um caf\u00e9 quente em uma manh\u00e3 fria ou com um abra\u00e7o de conforto.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>A sa\u00fade e a vitalidade de Seu Francisco fazem inveja a qualquer um. Para isso, ele garante, o segredo \u00e9 o exerc\u00edcio. \u201cEu corro desde os 45 anos\u201d. Ao longo do tempo, participou de mais de 200 competi\u00e7\u00f5es. De meias-maratonas \u00e0s corridas de rua, nunca parou com o h\u00e1bito, que hoje \u00e9 paix\u00e3o. Percorrendo o Zer\u00e3o, subindo a Rua Adhemar Pereira de Barros, descendo a Avenida das Torres at\u00e9 a barragem do Lago Igap\u00f3, subindo a Avenida Higien\u00f3polis e finalizando no Zer\u00e3o. Esse \u00e9 um dos trajetos preferidos dele.<\/div>\n<div>\u201cLondrina para mim \u00e9 tudo. Eu fiz a minha vida aqui\u201d. \u00c0 Londrina, Seu Francisco s\u00f3 tem a agradecer todo o carinho e o amor que v\u00eam da comunidade. Quando menino, se perdeu em meio a mata londrinense da d\u00e9cada de 40 e andou por horas a fio; hoje, andar por Londrina virou costume. Mas agora ele sabe muito bem o caminho, afinal de contas, Londrina \u00e9 a sua casa.\u00a0<\/div>\n<div>GERA\u00c7\u00d5ES SE ENCONTRAM NA UEL\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>Natural do munic\u00edpio de Pedregulho, no estado de S\u00e3o Paulo, o m\u00e9dico Ascencio Garcia Lopes, de 94 anos, adotou o norte do Paran\u00e1 quando tinha 12 anos. Estudou medicina em Curitiba e fez sua p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Hospital das Cl\u00ednicas da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), especializando-se em neurocirurgia, tendo seu primeiro consult\u00f3rio no edif\u00edcio que levava seu nome, na avenida Souza Naves.<\/div>\n<div>J\u00e1 em 1966 atuou como presidente da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica de Londrina,\u00a0 onde buscou atender ao pedido da cidade, que era a cria\u00e7\u00e3o de uma faculdade de medicina para os jovens de Londrina. Junto com o ent\u00e3o governador Ney Braga e o prefeito Hosken de Novaes, Lopes criou a Faculdade de Medicina do Norte do Paran\u00e1 em 1967.<\/div>\n<div>Lopes foi escolhido como o primeiro diretor e al\u00e9m de medicina, criou o curso de odontologia. Da fus\u00e3o dessas faculdades, em 28 de Janeiro de 1970, nasceu a UEL (Universidade Estadual de Londrina), tendo 13 cursos de gradua\u00e7\u00e3o, entre eles est\u00e3o hist\u00f3ria, geografia, ci\u00eancias (1\u00ba grau), direito, odontologia, medicina, farm\u00e1cia, ci\u00eancias biom\u00e9dicas, ci\u00eancias econ\u00f4micas e administra\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Ascencio Garcia Lopes se tornou o primeiro reitor da universidade. \u201cA UEL \u00e9 uma escola de primeira categoria\u201d,\u00a0 fala o professor,\u00a0 com tanto orgulho da institui\u00e7\u00e3o quanto um pai\u00a0 fala de sua filha. \u201cEu era professor de medicina e resolvemos, na comiss\u00e3o, vamos criar a UEL e criamos\u201d, explica.\u00a0<\/div>\n<div>O professor lembra de quando tentaram \u201cabortar a UEL&#8221;. Quando viu que queriam cortar as atividades da universidade, foi at\u00e9 Bras\u00edlia para falar com o ministro da Justi\u00e7a, que o atendeu, mandou que ele voltasse para Londrina e que tudo seria resolvido.\u00a0 No dia seguinte, as pessoas que haviam amea\u00e7ado \u201cabortar\u201d a universidade haviam sido demitidas do minist\u00e9rio.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Os fundadores da universidade a criaram para trazer uma gradua\u00e7\u00e3o adequada para\u00a0 os jovens de Londrina e regi\u00e3o, para facilitar a vida desses jovens, principalmente os que n\u00e3o teriam condi\u00e7\u00f5es de fazer faculdade em outras cidades. Depois de criarem a UEL, tamb\u00e9m \u201cnasceu\u201d o HU (Hospital Universit\u00e1rio de Londrina).<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>O hospital surgiu do momento em que &#8220;os filhos de Londrina que queriam o curso de medicina, constitu\u00edram um corpo de primeira categoria, que formava m\u00e9dicos para Londrina e para o norte do Paran\u00e1&#8221;.<\/div>\n<div>A esposa de Ascencio, Sueli de Oliveira Lopes, estudou economia na \u00e9poca em que a universidade era paga. A somat\u00f3ria dos primeiros pagamentos deu para construir um dos pr\u00e9dios do CEFE (Centro de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Esporte).\u00a0 Em valores de hoje, segundo Oliveira, a mensalidade seria uns R$80 reais.\u00a0 &#8220;Por conta do volume de alunos, da quantidade, dava para construir o pr\u00e9dio&#8221;, conta o casal. Com o passar dos anos foram implementados novos cursos, tendo como o de nutri\u00e7\u00e3o o mais recente, fazendo parte do cat\u00e1logo a partir de 2020.<\/div>\n<p>2022<\/p>\n<div>A UEL contou tanto com elei\u00e7\u00f5es para reitor, que elegeu Marta Favaro, do CECA (Centro de Educa\u00e7\u00e3o, Comunica\u00e7\u00e3o e Artes), como tamb\u00e9m as elei\u00e7\u00f5es dos representantes de cada centro, sendo que ambas foram feitas de forma on-line.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>A atual reitora chegou em Londrina em 1998 como professora tempor\u00e1ria da institui\u00e7\u00e3o. Em 2002 voltou a\u00a0 trabalhar novamente na UEL\u00a0 como professora concursada de hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o. &#8221; A UEL muda a perspectiva de vida da gente, pelo menos mudou a minha, porque quando eu era professora da rede b\u00e1sica e passava na frente da universidade, eu tinha um desejo de trabalhar aqui e vim\u201d, afirma.<\/div>\n<div>Enquanto trabalhava no Departamento de Educa\u00e7\u00e3o, teve a possibilidade de conhecer\u00a0 diferentes espa\u00e7os, podendo atuar como coordenadora e vice-coordenadora do colegiado no curso de pedagogia, isso a auxiliou a perceber o quanto a universidade \u00e9 grandiosa.\u00a0<\/div>\n<div>Por ser uma pe\u00e7a fundamental no crescimento da cidade, devido ao fato de contar atualmente com 53 cursos de gradua\u00e7\u00e3o, cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos atendimentos oferecidos para a comunidade como os ofertados pelo HU.\u00a0<\/div>\n<div>\u201c\u00c9 muito significativo ter a possibilidade de, na hist\u00f3ria, encontrar aquele que participou pela primeira vez como a representa\u00e7\u00e3o oficial da institui\u00e7\u00e3o na organiza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, quando nos tornamos universidade\u201d, diz Favaro sobre seu encontro com Lopes.\u00a0 [Ana Luiza Barreto*\/Estagi\u00e1ria\/ (Com a supervis\u00e3o de Patr\u00edcia Maria Alves, editora) ]<\/div>\n<div>UEL, UEL, UEL, OH UEL<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0 \u00a0 \u00a0   \u00a0\u00a0   \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>N\u00fameros: 52 cursos de gradua\u00e7\u00e3o (bacharelados e licenciaturas) e 191 cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (resid\u00eancias, especializa\u00e7\u00f5es, mestrados e doutorados); ao menos 25 mil estudantes, professores e servidores. Tudo isso de acordo com o site da minha, da sua, da nossa Universidade Estadual de Londrina.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Londrina e o restante do mundo reconhecem a import\u00e2ncia da UEL, como patrim\u00f4nio educacional sedimentado em nossas terras vermelhas. At\u00e9 quem n\u00e3o teve \u2013 ou n\u00e3o quis, motivos v\u00e1rios \u2013 acesso acad\u00eamico sabe sobre o mais da cinquenten\u00e1ria UEL.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Fundada em 1970, a universidade obteve reconhecimento um ano depois. Nasceu da jun\u00e7\u00e3o das faculdades em atividade, at\u00e9 ent\u00e3o, em Londrina. Deu no que deu! \u00c9 a primeira institui\u00e7\u00e3o superior estadual do Paran\u00e1, a quarta estadual do Brasil, confirma o \u00cdndice Geral dos Cursos (IGC), do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC).\u00a0<\/div>\n<div>TODA A TECNOLOGIA DA UTFPR\/LONDRINA\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p>O campus Londrina da UTFPR (Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1) iniciou suas atividades em 12 de fevereiro de 2007. Desenvolveu, primeiramente, suas atribui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas com o curso de Tecnologia em Alimentos, num pr\u00e9dio cedido, provisoriamente, pela prefeitura.\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>A institui\u00e7\u00e3o avolumou-se. Atualmente a sede definitiva situa-se na Estrada dos Pioneiros, zona Leste da cidade. Ocupa uma \u00e1rea f\u00edsica de cerca de 110mil m\u00b2, dos quais 24.101,76 m\u00b2 de \u00e1rea constru\u00edda.<\/div>\n<div>S\u00e3o oferecidos sete cursos de gradua\u00e7\u00e3o: engenharia ambiental, engenharia de materiais, engenharia mec\u00e2nica, engenharia de produ\u00e7\u00e3o, engenharia qu\u00edmica, licenciatura em qu\u00edmica e tecnologia em alimentos. Acolhe 3.319 alunos de v\u00e1rias partes do Paran\u00e1 e de outros estados matriculados nos cursos regulares (gradua\u00e7\u00e3o e mestrados).\u00a0(Antonio Mariano Junior\/Especial para a FOLHA)<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>A LONDRINA DOS CONTRASTES\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>P\u00e9-vermelho demais para ser carioca da gema, Lua Gomes fincou ra\u00edzes em terras londrinenses. Mulher preta pouco retinta, nasceu na favela Beira-Mar, no Rio de Janeiro, e veio para Londrina em 2003 para ficar. Por coincid\u00eancias da vida, o pai mineiro e a m\u00e3e capixaba se conheceram no Lago Igap\u00f3. O encanto com a cidade foi instant\u00e2neo e o desejo de voltar sempre esteve vivo nas lembran\u00e7as.<\/div>\n<div>O vento forte da manh\u00e3 ensolarada de s\u00e1bado, que bagun\u00e7a o cabelo e a obriga a segurar a barra do vestido, n\u00e3o atrapalhou o bom humor e a leveza da Lua. Ela relembra a inf\u00e2ncia, vivendo na Rua Car\u00e1-Car\u00e1, no Maria Cec\u00edlia, e no Itapo\u00e3, ambos na Zona Norte. \u201cA regi\u00e3o norte \u00e9 a minha casa, sempre foi a minha casa\u201d. Entre um pulo e outro no Rio de Janeiro, foi em Londrina que teve o primeiro trabalho formal, a experi\u00eancia na gradua\u00e7\u00e3o e a felicidade de ser m\u00e3e de tr\u00eas meninas. \u201cEu n\u00e3o nasci em Londrina, mas pude ramificar aqui\u201d.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>A grama verde rec\u00e9m-cortada na pracinha do Vista Bela contrasta com o par de brincos rosa que usa. A personalidade vive nos pequenos detalhes. Como se fosse ontem, conta da primeira vez em que \u2018tomou as dores\u2019 do outro. Com 11 anos, quando frequentava o Col\u00e9gio Estadual Professora Olympia Morais Tormenta, no Conjunto Habitacional Jo\u00e3o Paz, participou de uma gincana para arrecadar alimentos. Nesse momento, percebeu que a fome morava ao lado, que atingia colegas de classe e amigos do bairro. E como a fruta nunca cai longe do p\u00e9, seguiu os passos da av\u00f3, que era uma lideran\u00e7a comunit\u00e1ria no Rio de Janeiro.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>O Vista Bela \u00e9 seu lar desde 2012, mas teve que lutar muito por ele. Um bairro lotado de condom\u00ednios, mas sem escolas, sem creches ou postos de sa\u00fade, \u00e0 margem da sociedade em uma das bordas de Londrina. \u201cUma \u00e1rea perif\u00e9rica que divide a Zona Norte e a Zona Leste\u201d. A briga foi grande e a conquista foi lenta. Anos mais tarde, j\u00e1 com o bairro um pouco mais estruturado, a informa\u00e7\u00e3o ainda era um privil\u00e9gio para poucos. Cursando ci\u00eancias sociais, reparou que a maioria dos estudantes descia antes do Terminal Oeste. No Vista Bela, desembarcavam os trabalhadores. \u201cEu n\u00e3o tinha meus pares na universidade\u201d.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<span>A vontade de mudar a realidade, mesmo que de uma s\u00f3 pessoa, fez com que ela organizasse um curso pr\u00e9-vestibular comunit\u00e1rio em 2018 na escola do bairro. Aos trancos e barrancos, dava aulas sete dias na semana. \u201cTinha gente que s\u00f3 podia vir no s\u00e1bado \u00e0 tarde ou no domingo de manh\u00e3, ent\u00e3o eu tinha que estar l\u00e1\u201d. Dos 21 alunos que come\u00e7aram, nove terminaram e sete ingressaram na universidade naquele ano. \u201cA favela n\u00e3o vence quando apenas uma pessoa vence, todo mundo precisa vencer junto\u201d. Uma das aprovadas agora retribui o que um dia recebeu. Ela volta ao cursinho como professora.<\/span><\/p>\n<div>\n<div>Na pandemia, o cursinho teve que parar, mas o ativismo n\u00e3o. Criou o Conex\u00f5es Londrina, que \u00e9 genuinamente londrinense. Em parceria com a Cufa (Central \u00danica das Favelas), o projeto garantiu comida na mesa e o m\u00ednimo de dignidade para a parcela mais pobre da cidade. De novo, a popula\u00e7\u00e3o das bordas.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Lua teve que interromper alguns sonhos para permitir que outros pudessem nascer. \u201cEu costumo dizer que j\u00e1 fui quebrada e remodelada v\u00e1rias vezes\u201d. Mulher preta que defende e briga pelas cotas, mas entende que muitas das lutas s\u00e3o silenciosas. \u201cEu n\u00e3o sou a preta de estima\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m e tamb\u00e9m n\u00e3o represento todo mundo. Muitos aqui n\u00e3o sabem quem eu sou\u201d.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>A Londrina do presente \u00e9 uma cidade vanguardista, mas que ainda mant\u00e9m um ar intimista. \u201cPor onde voc\u00ea anda encontra um conhecido\u201d. J\u00e1 a do futuro, cada vez mais progressista, que se preocupa com as minorias. Com o preto. Com o pobre. Com as mulheres. Que tenha olhos para quem vive no centro e nas bordas.<\/div>\n<div>Que o conceito de cidade inteligente chegue aonde ele precisa chegar. Em Londrina, as nuances e os contrastes s\u00e3o muitos. \u201cDa ponte pra c\u00e1, tudo \u00e9 diferente\u201d. Para Lua, sair de Londrina n\u00e3o est\u00e1 nos planos. Mas o caminho ainda \u00e9 longo e a mudan\u00e7a precisa come\u00e7ar agora. Os olhares devem chegar at\u00e9 as pontas. (J\u00e9ssica Sabbadini\/Especial para a FOLHA)<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>SAUL ELKIND NUNCA P\u00d4S OS P\u00c9S EM LONDRINA\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div>Sabe o Saul Elkind? O que d\u00e1 nome \u00e0 principal avenida da zona Norte de Londrina. Ent\u00e3o, ele nunca p\u00f4s os p\u00e9s aqui. Nasceu na Ucr\u00e2nia, em 1890. Morreu em 1975, no Rio de Janeiro. Lutou na primeira Guerra Mundial. Chegou ao Brasil em 1919, por conta da revolu\u00e7\u00e3o comunista em seu pa\u00eds.<\/div>\n<div>A hist\u00f3ria \u00e9 a seguinte. Com o surgimento dos Cinco Conjuntos, na d\u00e9cada de 1970, o ent\u00e3o prefeito Ant\u00f4nio Belinati queria homenagear David Elkind, ex-diretor-geral do DNER, na d\u00e9cada de 1980. Foi ele o respons\u00e1vel pelo entorno urbano do agora Terminal Rodovi\u00e1rio de Londrina.<\/div>\n<div>David pediu para reverenciar o pai. A avenida Saul Elkind estende-se por 14 quil\u00f4metros. Aos domingos, por l\u00e1, instala-se uma das mais tradicionais feiras livres da cidade. Os Cinco Conjuntos multiplicaram-se. O Saul tornou-se a Saul, A AVENIDA! (Antonio Mariano Junior\/Especial para a FOLHA )<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0   \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>O lago nosso de cada dia\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Londrina, 10 de dezembro de 1959. Uma quinta-feira de sol a estalar met\u00e1foras. \u00c0s 11 horas, aproximadamente, o principal cart\u00e3o postal de Londrina era inaugurado: o Lago Igap\u00f3. A data celebrava o Jubileu de Prata da cidade.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0   \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Composto pelos lagos 1,2,3 e 4, o complexo Igap\u00f3 tem pouco mais de cinco quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Foi idealizado pelo prefeito Antonio Fernandes Sobrinho. Que vislumbrou um lago artificial para atenuar a \u201caridez\u201d, e tamb\u00e9m contribuir para o desenvolvimento urbano de Londrina.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0   \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>Coube ao engenheiro Am\u00edlcar Neves Ribas, ent\u00e3o secret\u00e1rio municipal de Obras, a concep\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da obra. O projeto estrutural da barragem foi concebido pelo engenheiro civil Jos\u00e9 Augusto de Queiroz.<\/div>\n<div>Lindo de se ver.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Est\u00e1dio do Caf\u00e9, um gol de placa\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>Nome oficial do Est\u00e1dio do Caf\u00e9: Jacy Scaff, ex-dirigente do Londrina Esporte Clube. Constru\u00eddo \u00e0s pressas, entre 1974 e 1976. O Est\u00e1dio do Caf\u00e9 tem o formato de ferradura, com conceito ol\u00edmpico.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>O LEC faria sua estreia no Campeonato Brasileiro de Futebol.\u00a0 No dia 22 de agosto de 1976, o Est\u00e1dio do Caf\u00e9 foi inaugurado num jogo entre Londrina e Flamengo.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>Cerca de 50 mil torcedores assistiram ao empate de 1 a 1. Paran\u00e1, do Londrina, abriu o placar. O est\u00e1dio, localizado na zona Norte da cidade, tem capacidade para abrigar 36 mil torcedores. Como coube tanta gente na estreia&#8230; sei l\u00e1.<\/div>\n<div>Tamb\u00e9m bateram um bol\u00e3o no Caf\u00e9, \u201catacantes\u201d como Xuxa e o grupo Menudo.\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>PEDREIRA DA ZONA SUL: reivindica\u00e7\u00e3o<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>Pedreira da zona sul.<\/div>\n<div>Dimens\u00f5es impressionantes: um pared\u00e3o com 40 metros de altura fincado numa \u00e1rea de tr\u00eas mil metros quadrados contornados pela natureza. Trata-se da Pedreira da Zona Sul, situada na baixada do Vale do Ribeir\u00e3o Cafezal, Antiga Pedreira dos Padres.<\/div>\n<div>Chispem os dedos polegar e m\u00e9dio muitas e muitas vezes. H\u00e1 tempos e tempos, moradores do entorno, em especial os residentes na regi\u00e3o das Ch\u00e1caras S\u00e3o Miguel, anseiam por uma transforma\u00e7\u00e3o no local.<\/div>\n<\/div>\n<p>  \u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>Olha que bacana a reivindica\u00e7\u00e3o! Os habitantes daquelas bandas creem que a pedreira da Zona Sul tem potencial tur\u00edstico. O local teria voca\u00e7\u00e3o para atividades como rapel, al\u00e9m de acolher shows e eventos.<\/div>\n<div>A Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba&#8230;Que beleza! Precisa ver!!\u00a0\u00a0(Antonio Mariano Junior\/Especial para a FOLHA)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div>EXPEDIENTE<\/div>\n<\/div>\n<div>Londrina, 88 anos &#8211; Edi\u00e7\u00e3o de Colecionador<\/div>\n<div>Textos &#8211; Ana Luiza Barreto\/ Antonio Mariano Jr.\/J\u00e9ssica Sabbadini<\/div>\n<div>Fotografia &#8211; Arquivo Pessoal\/ Arquivo Folha &#8211; V\u00e1rios autores<\/div>\n<div>Coordena\u00e7\u00e3o de reportagem e textos &#8211; Adriana De Cunto (chefe de reda\u00e7\u00e3o)\/ Patr\u00edcia Maria Alves (editora)<\/div>\n<div>Arte\u00a0 e Design &#8211; Rafaela Molter\/ Patr\u00edcia Maria Alves\/ Ana Luiza Barreto\/ Gustavo Padial<\/div>\n<div>Edi\u00e7\u00e3o de V\u00eddeos &#8211; Larissa Alvanhan<\/div>\n<\/div>\n<p>| \u00a0Foto: Patricia Maria Alves &#8211; Editora\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| \u00a0Foto: Patricia Maria Alves &#8211; Editora \u00a0 ***UMA OCTOGEN\u00c1RIA SEMPRE PRONTA PARA SE TRANSFORMAR \u00a0\u00a0 Viver 88 anos e ser ainda uma menina. 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